Tuesday, January 31, 2012

Refeições

Com o Benjamin no pedaço, ficcou muito difícil para eu tomar conta de tudo, quero dizer, da casa, dp Benjamin, das traduções, da cozinha... Aqui é muito caro ter babá ou faxineira, empregada então nem se fala.

Mas de novo, eu me surpreendo com a cultura de Nashville, pessoas que eu nem tinha tanta intimidade assim, estão novamente oferecendo ajuda. Todos os dias, uma família diferente bate a minha porta com uma refeição pronta para o jantar. Eles sabem que estou exausta e cozinhar fica difícil com um rescém nascido. O engraçado é que no dia a dia, eu não tenho muita proximidade com estas pessoas, muitas frequentam a mesma igreja que nós, e mal temos tempo de nos cumprimentar quando nos vemos aos domingos. Agora depois de um ano morando aqui, é que estou conseguindo fazer mais amizades com os Nashvillienses.

Bem, Matt e eu temos refeições garantidas até 10 de fevereiro!

Este costume é comum também em caso de doênças na família e também morte, nestas horas a família não tem cabeça para cozinhar ou até comer.

De novo, os americanos podem parecer frios, comparados com os brasileiros, mas eles sabem como ser calorosos nas horas em que mais precisamos. Mais uma vez, tive uma surpresa boa!

Este é um habito que aprendi e vou levar adiante quando encontrar alguém em uma situação parecida.

Ah! Benjamin está uma gracinha, cada vez mais bonitinho! Eu preciso ser uma mãe mais coruja e tirar mais fotos atuais dele! hehehe!

Até mais!


Thursday, January 26, 2012

Meus Momentos No Hospital


Este é o hospital onde o Benjamin nasceu, Williamson Medical Center.

É um hospital pequeno que fica em Franklin, uma cidadezinha pequena que faz parte da grande àrea de Nashville. 

É um hospital particular que fazia parte da cobertura do nosso plano de saúde.


Diferente do Brasil, nós fazemos tudo no mesmo quarto, isto é, o trabalho de parto e a hospedagem. 


Os aparelhos que precisamos para o monitoramento são embutidos nos armários. O quarto tem tudo que o médico e as enfermeiras precisam. Este aparelho acima, estava checando a pressão sanguinea, os batimentos cardiacos, meu e do bebê e as minhas contrações.



Nesta parte acima, também temos um armário cheio de equipamentos para usar quando o bebê nascer.

Aqui, quem tem o trabalho duro, são as enfermeiras, elas são muito atenciosas e dão dicas valiosas. Elas ficam com a gente o tempo inteiro, iniciam o trabalho de parto, ficam com a gente durante as contrações e a médica só aparece quando o bebê estiver quase nascendo, daí ela termina o trabalho de parto, faz os pontos cirúrgicos, dá parabéns e vai embora. 
No Brasil, o médico fica com a gente o tempo inteiro.

Proteção: 

Como segurança os bebês tem uma tornozeleira (que nem presidiário) com código de barras, se alguém tentar roubar, o alarme dispara ao sair do corredor. Eu recebo um pulseira com código de barras com o mesmo número do bebê, as enfermeiras checam toda a hora para evitar trocas, também. 



Olha que lindo! No fim deu tudo certo! Foi parto normal com anestesia epitural, então não senti muita dor! 

Um mês antes do parto, Matt e eu fizemos um curso de dois dias no hospital, recebemos instruções sobre o parto, fizemos um tour pelo hospital, conhecemos os quartos. Foi bem legal!

O hospital fornece uma uma comida balanceada e muito gostosa. Mesmo assim, durante o tour que fizemos, teve casais que perguntaram se poderiam comprar comida de fora do hospital, por exemplo, milk shake, hamburger... humm. Mas eu não cai nessa não!


Thursday, January 19, 2012

Benjamin

Benjamin Edward Rehbein nasceu dia 13 de janeiro de 2012 às 17h43.

Peso: 4 kilos e 430 gramas. Altura: 56cm

Assim que der eu volto a escrever no blog. Esta fofura está me dando muitos bailes de madrugada! :)

Obrigada a todos por acompanhar-nos e torcerem por nós!

Até mais! :)

Saturday, January 7, 2012

Enquanto Benjamin Não Vem!

Estamos na expectativa. Ainda não! Ainda temos dez dias para fechar o prazo.
Mas gostaria de contar um pouquinho de como é ficar grávida em outro país, ou melhor, em Nashville.

Quando descobrimos a gravidez, meu marido Matt estava trocando de emprego, havíamos chegado do Brasil há uns três ou quatro meses e não tinhamos plano de saúde. Então como é um SUS nos Estados Unidos? Para mim foi uma decepção, com apenas 4 semanas de gravidez fui a um hospital público com a minha mãe, o atendimento foi rápido, mas não passei da recepção. Como meu marido não estava oficialmente desempregado, e a nossa renda era suficiente para nós dois, o meu atendimento foi negado. :( Puxa, no Brasil, no SUS somos todos atendidos, sem precisar comprovar renda.

Bem, eu ainda não queria investir muito dinheiro em um hospital particular, que é muito caro para quem não tem plano. (Como no Brasil). Então eu vi um outdoor como este na rua.

Gravida? Assustada? Precisa de ajuda?
Eu, ingênua, liguei para uma destas agências que apoiam pessoas que ficam grávidas sem panejamento. Quando liguei fui super bem atendida, prometeream sigilo absoluto, ultrassonografia, paracia um sonho. Até que quando os detalhes foram aperecendo e expliquei que estava muito feliz com a gravidez, me explicaram que este apoio só era dado para mulheres que optaram pelo aborto. É isso mesmo  A B O R TO! Fiquei chocada, daí me lembrei que em alguns estados o aborto é legalizado. O que eu não esperava era ver que as pessoas que optam pelo aborto tem até mais apoio do que as pessoas que decidem ter um bebê. 

O que mais me chocou, foi o fato do Estado do Tennessee fazer parte dos estados em que o aborto é legalizado, como eu já tinha mencionado antes, o Tennessee é um Estado muito religioso e que faz parte to Cinturão bíblico Americano (  click aqui para ver o post ). Achei super contraditório. E mai contraditório ainda é o fato de muitas pessoas aqui do Tennessee não terem votado em Barack Obama pelo fato dele não ser considerado Cristão e ser a favor da lei do aborto, como se como no governo Bush isso já não acontecia.

Bem, logo o Matt conseguiu se estabelecer no novo emprego e logo pude usar o plano de saúde. Mas a médica só aceita ver a paciente quando esta completar 8 semanas de gravidez. Antes disso, nenhum médico marca consulta. Mais essa!

Benjamin está quase nascendo! Tudo foi providenciado, e portas se abriram, Graças a Deus!